sábado, 16 de junho de 2012

Escola de Cafajestes S.A.

Eu te perdi... E o que dói na verdade é nunca ter te tido. É estranho lembrar de tanto envolvimento regado de zero sentimento. É estranho lembrar do seu olhar e do seu sorriso pra mim e saber que na verdade esses olhos e essa boca nunca foram meus. É estranho lembrar do seu cheiro e não ter você por perto pra sentir de novo. É ruim. Lembrar da sua cama, da sua voz de sono de manhã, do seu almoço, do seu abraço, do seu cabelo, da sua mão, do seu aniversário, do seu jeito de comer que nem um animal, do seu jeito de me olhar admirando... esse é o melhor olhar de todos, porque depois dele vinha sempre um beijo forte no rosto e um sorriso lindo, esse seu. É tão idiota de minha parte perder meu tempo escrevendo essas coisas pra ninguém, mas recordar é viver e tudo que eu vivi contigo foi intensamente pouco perto de tudo que eu queria de você. Esse seu atual jeito indiferente de me tratar machuca tanto e me faz não reconhecer aquele menino cheio de saudade que me ligou no carnaval querendo me ver. Quero ele de volta. Menino... menino cheio de sentimentos ocultos, cheio de amor dentro de si, cheio de máscaras, todas aquelas que caiam quando a porta fechava e ali éramos só nós dois. Quero seus beijos de volta e o seu jeito de me abraçar que ninguém consegue igual. Quero que você se foda, que ninguém te ame como eu te amei, que você sofra lembrando do meu carinho pra você acordar, quero que você  só encontre alguém que te ame depois que eu encontrar, quero que você demore a se apaixonar e não me esqueça tão depressa, por mais que eu saiba que já não existe ou nunca existiu "nós" pra você. Não tem amor. Aqui só tem saudade. Eu tenho raiva de sonhar com você, eu tenho raiva que exista gente como você, completamente apaixonante e nada apaixonável. Eu tenho raiva dessa sua beleza imperfeitamente perfeita, perfeita pra mim. E raiva desse jeito eterno de "está tudo bem eu tenho quem eu quiser e não me prendo a ninguém". Isso é mentira, queria te avisar. Queria te avisar que eu nem preciso olhar no seu olho pra saber que você não é nada do que diz ser. Tá cheio de medo ai dentro, conformismo, amor mal correspondido, sentimento quebrado. Só não precisa descontar em ninguém esse seu jeito arredio de amar. De não amar. Amar e não amar pra você dá no mesmo... mas pra mim dói quando tem um não na frente. Dói quando vem de você. E dói de saber que nunca mais vai existir um agosto de 2011 novamente entre nós. A seu gosto. Por que por mais que você já tenha feito eu me sentir um nada, mesmo sem saber disso, mesmo você tendo metaforicamente me arrancado de ti a força, a porta tá sempre aberta pra você quando vem com aquele sorriso ridículo de lindo, quando você chega que nem um gato ronronando esfregando a cabeça na barriga do dono. Parabéns, nota 10 em todos os pré requisitos da cafajestagem, principalmente no quesito "a hora que eu quiser eu tenho você." E tem, tem porque é tão gostoso te ter, mesmo que seja por uma noite, noites essas que ficam inesquecíveis e me fazem escrever textos. Você me tem, eu não te tenho... eu te quero e você quer tantas e tantas... nessa sua engenharia 1 + 1 é completamente diferente de 2. Porque aqui só tem 1 pessoa que sou eu e eu sem você.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Fim de ano sem falar no fim do ano não é fim de ano.

Pensamentos pra encerrar o ano. Clichê. Clichê é uma palavra clichê. Seria comum se fosse qualquer ano, mas 2011 definitivamente foi uns 5 anos em 1. Se eu pudesse apagar o primeiro semestre eu o faria. Desespero demais, lágrimas demais, desilusões demais, 6 quilos a menos. Antes pudesse ter evitado essa dieta forçada. Mas de tudo se tira uma lição e eu aprendi muitas. Eu queria ter encerrado o ano ali, mas mal sabia que o que tinha de melhor ainda viria. De agosto pra cá, eu conheci pessoas lindas. Reconheci algumas na verdade, mas conheci outras e vivi muita coisa que precisava viver com elas. Pretendo continuar vivendo. Errei mas errei com sorriso no rosto. Consertaria poucas coisas e viveria tudo de novo. Só peço que 2012 traga equilíbrio, porque eu preciso aprender que nem tudo se resolve com atitudes extremas. De resto... saúde, paz, amigos e bons drink nunca são demais. Seja bem-vindo, 2012.

sábado, 24 de setembro de 2011

Losing game.




[...] "Self professed... profound
Till the chips were down
Know you're a gambling man
Love is a losing hand."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pode agradecer.

Não levava fé quando eu mesma dizia que não conseguiria viver sem você. Porque eu vivi mais de vinte anos da minha vida sem saber que você existia. E não sofri nenhum pouco por isso. A cada briga que tínhamos era como se eu sentisse um soco no estômago. Me faltava o ar, minhas pernas tremiam de achar que eu poderia te perder. Isso é real. Eu não sabia que o corpo era capaz de dar sinais tão visíveis de um desespero psicológico. Boca seca, pernas bambas. Fraqueza. Era o que eu sentia de imaginar viver um dia sem ter você. Um dia não. Um minuto. E nem preciso dizer que as lágrimas não cessavam enquanto as pazes não fossem feitas. Esses eram os sinais do meu desequilíbrio interno. Da loucura em que eu me coloquei. Ser humilhada, rejeitada, pisada... já não me chocava mais. Engolia desaforos para não causar brigas, para nunca me afastar e nunca estremecer a nossa relação. Sabia que uma briga poderia dar em término e daí vinham todos aqueles "efeitos colaterais do amor." Escrever isso é uma das maneiras que eu encontro de exorcizar as mágoas, e enxergar cada dia com mais clareza ao que eu fui capaz de me submeter por um amor que era incrível e gostoso de sentir mas era doentio. Ao escrever, choro. Ao chorar, supero. Ao superar, esqueço que tudo isso existiu. Eu cresci. Amadureci. Muito. Se eu tenho que te agradecer por alguma coisa, eu te agradeço por isso. Sei que você me amou. Mas o que de melhor aconteceu nessa história, foi a pessoa que eu me tornei. Por você eu me afastei das pessoas que me amavam. Parei de enxergar a realidade para enxergar só o que era conveniente para manter esse nosso caso absurdo. Eu não queria ter magoado ninguém, não queria ter me afastado de pessoas que estavam ao meu lado o tempo todo. Mas até isso eu fiz. Só fui perceber que tudo estava errado quando eu comecei a magoar minha família. Ali eu parei. Aquela pessoa não era eu. Aliás, eu me tornei alguém durante os meses que ficamos juntos, que eu nunca mais quero voltar a ser. Estava insuportável. Senti nojo. Não existe ninguém que mereça o meu sofrimento. Ninguém pode jogar as minhas fraquezas na minha cara, porque não precisa... Ninguém as conhece melhor do que eu. Não deveria ter deixado chegar nesse ponto. Eu não soube a hora de parar. Precisei de um tranco, de uma gota d'água. Parece que me sacudiram, tiraram uma venda de mim e me disseram: E agora você enxerga o que está acontecendo? Depois que terminamos e ainda nos falávamos com frequência, você colocou uma música para eu ouvir, cujo o título é: "Pode Agradecer". Nenhuma letra vai retratar melhor essa doença que chamamos de relacionamento, como aquela. Nem tudo que está ali condiz com o que vivemos mas 90% do que ele canta me fez enxergar o quão doente você foi. Ok, desculpa. Mas foi sim. A culpa é só sua? Não. Eu te deixei ser assim. E isso também não é ofensa nenhuma mediante a todas que eu já ouvi de você. Talvez seja mais difícil para ti agora, porque eu fiquei. Você teve que se mudar. Eu voltei para as pessoas que me amavam e a minha rotina tem sido a melhor de todas. Eu não sei como você está. Eu só sei que não é fácil ter que esquecer tudo isso. Mas você é forte. Na verdade, as vezes eu prefiro nem saber o que vai ser de você. A saudade já não existe mais para mim. As noites sem dormir, as crises de choro, a depressão que eu tive quando nós tivemos que terminar... acabou. Guardei o que foi bom em uma caixa. Mas não pretendo abri-lá. Já vivi cem anos em um, nesse tempo em que a gente está separado. Não parei em casa nem por um segundo. Afoguei minhas mágoas em muitos copos, em muitos ombros, em muitas festas, em uma vida muito vazia mas necessária nesse momento. Eu estou achando o meu eixo. O meio termo da vida. Por mais que para mim seja muito difícil não me entregar por inteiro em qualquer coisa que eu faça. Talvez eu precise de menos emoção. Eu não conheço muito a razão quando se trata de relacionamentos. Mas eu estou buscando. Eu tenho buscado ser melhor. Mesmo que as vezes eu precise ser pior para enxergar o que é bom. Eu cheguei aqui sem você. Eu fiquei contigo. Foi intenso, puro, incrível, emocionante, visceral. Achei que nunca ficaria com mais ninguém, que nunca mais amaria alguém como te amava. Mas não é bem assim. Acabou. E daqui eu sigo sem você.

sexta-feira, 11 de março de 2011

eu, tu, eles.


eterna busca por ser eu, eu mesmo e mais ninguém. fazer o que quiser fazer, amar quem quiser amar, pisar em quem quiser pisar, sem magoar... não dá. me olhar e ver um novo pensamento, que eu não queria que estivesse aqui, mas está, como tirar? eu quero tirar? meu sobrenome vai ser pra sempre "indecisão". e enquanto isso me corrói, os dias não são mais os mesmos, as horas passam, a vida passa e pra quem só tem uma é bom tratar de colocar um tapete em cima dos conflitos. sim, um tapete, porque mesmo que eu não queira alguma hora eles vão voltar. e eu já me acostumei com eles aqui. não é bom, não dá prazer, nem alegria, mas parecem estar comigo. presos. se eu conseguir decidir quem entra dessa vez na minha vida talvez essa pessoa os solte. por mais que eu mesma tenha que fazer isso. um post depressivo de alguém que sempre tem um sorriso na cara. infelizmente hoje não.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Lik'us.


"Não me leve a mal/ Me leve à toa pela última vez/ A um quiosque, ao planetário/ Ao cais do porto, ao paço/ O meu coração, meu coração/ Meu coração parece que perde um pedaço, mas não/ Me leve a sério/ Passou este verão/ Outros passarão/ Eu passo/ Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça/ Da sua cortiça/ Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?/ Pense que eu cheguei de leve/ Machuquei você de leve/ E me retirei com pés de lã/ Sei que o seu caminho amanhã/ Será um caminho bom/ Mas não me leve/ Não me leve a mal/ Me leve apenas para andar por aí/ Na lagoa, no cemitério/ Na areia, no mormaço/ O meu coração, meu coração/ Meu coração parece que perde um pedaço, mas não/ Me leve a sério/ Passou este verão/ Outros passarão/ Eu passo."

Leve - Chico Buarque

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Já pode ir, 2010.


Encerrei fases. Comecei novas. Conheci pessoas incríveis. Na verdade conheci uma pessoa incrível, em especial. Me permiti. Me fechei. Sorri. Chorei. "O importante é que emoções eu vivi..." rs. Passei esses meses na companhia de pessoas das quais eu nem tenho como expressar o quanto foram, são e continuarão sendo importantes e essenciais. Fim/início de ano mexe com quase todo mundo, por mais que seja apenas uma virada de um dia pro outro. Daí surgem idealizações, vontade de fazer melhor ou diferente. Diferente pra mim. Sem promessas, sem planos... deixa vir. Chegaí 2011.